Luciano Borges dos Anjos

terça-feira, 25 de maio de 2010


O prefeito de Ilheus, Newton Lima participa, às 9h30min desta terça-feira, 25, na Fundação Luís Eduardo Magalhães, em Salvador, da solenidade de assinatura da ordem de serviço para o início imediato da construção dos Terminais Pesqueiros Públicos de Ilhéus e Salvador. Do ato, estão confirmadas as presenças do governador Jaques Wagner, do ministro da Pesca e Aquicultura, Altemir Gregolin, e do presidente da Bahiapesca, Isaac Albagli, entre outras autoridades.
As obras dos terminais são consideradas de fundamental importância para a modernização da pesca na Bahia, uma vez que, embora ocupe a terceira posição como estado produtor de pescado no País, essa demanda não corresponde ao atendimento de consumo interno, que chega ao máximo de 70%. Com a construção dos terminais, tanto o Ministério da Pesca e Aquicultura quanto a própria Bahiapesca estimam que a produção no Estado, em pouco tempo, ultrapasse as atuais 120 mil toneladas/ano.

Indicação de vereador traz agência do Itaú para Cruz das Almas

O vereador André Eloy (PMDB) apresentou proposta ao Grupo Itaú para que instalasse uma agência em Cruz das Almas, visando à melhoria da qualidade de vida dos munícipes e o pleno desenvolvimento do município, principais prerrogativas do vereador.
A resposta foi positiva do Banco Itaú quanto à Indicação de André Eloy para instalação de uma Agência em nossa cidade, em resposta ao pleito, o Banco Itaú enalteceu o potencial da cidade, o que, conforme resposta, culminará na validação de uma agência do Itaú em Cruz das Almas.



Muito forró, gente bonita e guerra de espadas esses elementos movimentam o comércio imobiliário em Cruz das Almas, enquanto uns fogem do fogo cruzado, outros chegam a pagar até cinco mil reais por seis dias de festa. A 30 dias da festa junina, hotéis e pousadas da cidade já estão lotados, e casas para aluguel temporário quase não existem mais. Assim como o Carnaval é para Salvador a maior festa popular, o São João é para o Nordeste o momento de maior expressão cultural. A cidade, que fica a apenas 142 quilômetros da capital baiana, recebe todos os anos cerca de 50 mil visitantes no período junino, época que representa o ponto alto do turismo.Para a maioria dos municípios do interior do Estado, esse é o período de maior crescimento econômico, principalmente na rede hoteleira, que registra um índice de ocupação de 100%. Nos hotéis e pousadas, as diárias dobram e triplicam de valor. O que antes custava R$200, no São João não vai sair por menos de R$ 400. “Este ano vai ser muito melhor por causa da Copa do Mundo, o movimento dobra em tempos de jogos. Esse é o período de faturamento para o ano todo, quando o fluxo aumenta. Além das espadas e do Arraiá, também tem o Forró do Bosque que atrai centenas de pessoas”, disse o gerente de um hotel de Cruz das Almas.Como o período é “quente” e há demanda, muitas famílias saem das suas casas para alugá-las. O valor depende da localização e da quantidade de pessoas – quem desejar curtir a festa na área nobre e a poucos metros do Arraiá – a brincadeira de cinco dias não sai por menos de R$ 5 mil. Já para quem preferir assistir à guerra de espadas, no dia 24, de camarote, na praça da guerra, terá que pagar pela casa R$ 2.500. O preço mínimo encontrado é de R$ 1 mil, em um local simples e mais afastado do centro.Para a funcionária pública, Helena Garcia, o tempo é de festa, mas também de ganhar uma renda extra. “É um dinheiro a mais no orçamento, alugo minha casa por R$ 1.700, em cinco dias ganho mais do que um mês trabalhando. É trabalhoso desarrumar os guarda-roupas e depois arrumar, mas compensa. Além de lucrar, aproveito e curto o São João na casa de parentes, aonde vou com os meus dois filhos”, disse a funcionária pública.


Fonte: Tribuna da Bahia

segunda-feira, 24 de maio de 2010




Jorge Ômega filia-se ao DEM


Neste domingo, dia 23/05/2010, aconteceu na cidade de Muritiba a filiação do empresário Jorge Omega ao partido do Democratas. O ato de filiação acorreu às 08h30min, na Câmara Municipal de vereadores, com a presença do deputado Federal Fábio Souto, filho do ex-governador Paulo Soutro, de lideranças da sede e zona Rural, amigos e correligionários.
A filiação do empresário e político Jorge Ômega ao DEM, não deixa interrogações quando a sua disposição em concorrer novamente a um cargo, seja na esfera municipal ou estadual.



A força do presidente Lula

Tasso Franco

Publicada no Jornal Tribuna da Bahia


Pesquisa Datafolha publicada no último fim de semana na Folha de São Paulo, realizada nos dias 20 e 21 de maio com 2.660 entrevistas em 162 cidades e registrada no TSE, revela o poder de transferência de votos do presidente Lula da Silva, o qual conseguiu colocar sua candidata e do PT, Dilma Rousseff, à frente de José Serra no segundo turno com percentuais de 46% e 45%, respectivamente. É um feito e tanto visto que, na estimulada de dezembro do ano passado, a 1ª do Datafolha, Dilma tinha 26%, Serra 40% e Marina 11%. Agora, na quinta rodada, Dilma subiu para 37%; Serra 37% e Marina 12%. E, observando-se o segundo turno, em dezembro Serra tinha 49%; Dilma 34%, a equação inverteu-se e, pela primeira vez, Dilma venceria o pleito se as eleições fossem hoje.
As eleições, no entanto, ainda serão em outubro e faltam quatro meses, considerando-se, em tese, o mês “perdido” da Copa do Mundo (11 de junho a 11 de julho), quando as atenções estarão mais voltadas para Dunga do que para os candidatos à Presidência da República, governadores dos Estados e assim por diante. Mas, imaginar que vão ficar parados vendo a bola rolar nesse período, nem por sonho. Serra faz sua convenção nacional em Salvador, dia 12 de junho, e Dilma e Marina também terão que fazer as suas até 30 de junho, em pleno furor da Copa.
A pesquisa Datafolha aponta, ainda, que Dilma cresceu espacialmente no Brasil em todas as regiões, avançando sobretudo no Sul e Sudeste, áreas até então com melhor desempenho do “tucano”. No Nordeste, que é a parte que mais nos interessa, onde Lula tem uma aprovação de ótimo/bom da ordem de 85% (sua aprovação nacional é de 76%), Dilma subiu de 37% para 44%; e Serra, até em função de suas viagens à Bahia e ao Ceará não perdeu votos e manteve 33%. Diferente, aliás, do que aconteceu em todas as outras regiões onde perdeu votos, inclusive no Sudeste na relação de 45% (Serra) para 26% (Dilma); agora com 40% (Serra) e 33% (Dilma).
Veja, pois, como é importante para Serra essa posição estratégica na Bahia, maior colégio eleitoral do Nordeste e 4º do país; e em igual modo para o projeto Lula/Dilma, porque no Estado está o representante mais graduado do PT entre os governadores, Jaques Wagner, e aqui se trava uma disputa de vida ou morte para o DEM, com a candidatura Paulo Souto, uma das 3 deste partido com razoável viabilidade eleitoral. É provável que o Datafolha publique pesquisa sobre os estados. E, só aí, teremos uma dimensão do que se passa.
Mas, a julgar pelos números da última Vox Populi (Wagner, 41%; Souto 32%; Geddel 9%), o governador precisa e muito da ajuda do companheiro Lula, mesmo que o presidente tenha que se desdobrar nos dois palanques no Estado, visto que seu governo é apenas mediano e os números que desfruta na atualidade não refletem sequer a metade do desempenho do governo Lula na região. Seria, mínimo, de 42,5%, uma vez que a marca do desempenho do governo federal no NE é 85%.
Uma outra questão vista da pesquisa Datafolha foi o avanço de Marina Silva no conhecimento do público como candidata a presidenta do Brasil, subiu 10 pontos em 1 mês saltando de 63% para 73%, o que representa um indicador interessante, mas, que não refletiu (sequer alterou) seu desempenho da intenção do voto estimulado, mantendo-se em 12%. Esperava-se que, com a saída de Ciro Gomes, PSB, pudesse carrear para sua sacola eleitoral 2% ou 3% desses prováveis dissidentes, e nada aconteceu. Ou seja, a campanha está polarizada entre Serra e Dilma, com um nível assustador de decisões (74%), ainda na pré-campanha.
O presidente Lula sabe a dimensão de sua força política. Vai depender muito dele conduzir Dilma à vitória. E, nesse embalado, eleger alguns governadores do seu partido. Wagner está na lista. E vai necessitar muito desse empurrão.
Abrir sindicato vira um negócio bem lucrativo

FONTE: Jornal Tribuna da Bahia

O imposto sindical, um bolo tributário de quase R$ 2 bilhões formado por um dia de trabalho por ano de toda pessoa que tem carteira assinada, alimenta um território sem lei. Os 9.046 sindicatos que dividem esse dinheiro não são fiscalizados.
Resultado: abrir uma entidade sindical transformou-se em negócio lucrativo no País. Levantamento feito pela reportagem do Estado identificou sindicatos de todos os tipos: de fachada, dissidentes por causa de rachas internas e entidades atuando como empresas de terceirização de mão de obra.
Os dirigentes das centrais admitem que o imposto está por trás da proliferação sindical, o que transforma alguns sindicatos em verdadeiros cartórios. A reportagem constatou ainda que, só neste ano, o Ministério do Trabalho registrou um novo sindicato a cada dia, 126 no total, o que revela uma indústria debaixo da chamada liberdade sindical garantida pela Constituição.
A proliferação acirrou-se a partir de 2008, quando o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu formalizar as centrais - a fatia do bolo que elas recebem é proporcional ao número de entidades filiadas. E tudo ficou mais fácil quando Lula decidiu que as centrais não precisam prestar contas do dinheiro que recebem.
“Parte dos sindicatos é constituída sem representatividade, só com o objetivo de arrecadar os recursos dos trabalhadores através das taxas existentes”, admitiu o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique da Silva Santos. “Está havendo desmembramento de sindicatos, muitos deles artificiais e piratas”, concorda Ricardo Patah, presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT) e do Sindicato dos Comerciários de São Paulo. “É o banditismo sindical.”
Estima-se que metade dos sindicatos em operação no País tem como função apenas o recebimento de tributos. Dirigir uma entidade passou a ser meio de vida de algumas pessoas, como no caso de Djalma Domingos Santos. Ele dirige um sindicato que faz intermediação de mão de obra para empresas do agronegócio. Os abusos são tão flagrantes que a entidade está sob investigação do Ministério Público do Trabalho. Santos também preside sindicatos de trabalhadores da movimentação de mercadorias em pelo menos cinco cidades. “Não é impossível, mas é pouco provável”, disse o secretário-adjunto de Relações do Trabalho do Ministério do Trabalho, André Luis Grandizoli, ao ser questionado sobre como uma pessoa pode presidir tantos sindicatos ao mesmo tempo - e todos devidamente registrados.
“Não temos como avaliar.” Ainda segundo Grandizoli, o governo evita qualquer ação que possa parecer interferência na atividade sindical: “Temos de observar a Constituição, que garante a liberdade sindical.”
Debaixo desse guarda-chuva constitucional, a criação de sindicatos galopa. O Ministério do Trabalho requer apenas “um mínimo de democracia” no processo de abertura, como disse Grandizoli. É preciso realizar uma assembleia, convocada em jornal de grande circulação e no Diário Oficial, para pedir a formalização. A candidatura da entidade a um registro formal, que lhe dará acesso ao imposto sindical, é submetida a uma audiência pública.
Disputa pelo Senado gera conflitos e divide PT e PV na Bahia

Evandro Matos

A indefinição sobre os candidatos ao Senado tem gerado desgastes sucessivos no PT e agora no PV baianos. No Partido dos Trabalhadores, dando sequência a uma série de reuniões que tem feito para escolher o nome que vai disputar a outra vaga ao Senado na chapa de reeleição do governador Jaques Wagner ao lado de Lídice da Mata, o partido faz mais uma tentativa para encerrar a polêmica. Hoje, as bancadas de deputados federais e estaduais se reúnem em Salvador para tentar encontrar um caminho que confirme o nome do deputado Walter Pinheiro para disputar e que não cause traumas ao ex-governador Waldir Pires.
Como já decidiu que não haverá prévias para saber qual dos dois nomes será escolhido, vários setores do PT seguem conversando para definir o nome de forma consensual. Na verdade, o nome de Pinheiro, preferido de Wagner, ainda não foi confirmado por razões que remetem a 2012, já que os simpatizantes do deputado federal Nelson Pelegrino têm receio de Pinheiro se fortalecer mais ainda, e, como 2008, ser uma pedra no caminho rumo ao Thomé de Souza.
VERDES – Nem mesmo o lançamento das candidaturas de Luiz Bassuma ao governo do estado e Edson Duarte ao Senado diminuiu o clima tenso no PV este fim de semana. O partido vive um conflito interno devido à disputa pelas vagas à senatória. Os verdes João Jorge, do Olodum, e Beth Wagner, ex-superintendente do Instituto de Meio Ambiente (IMA), não abrem mão de entrar na disputa. O problema é que a executiva nacional do partido determinou que irá lançar apenas uma candidatura. A pré-convenção, que contou com a presença da presidenciável Marina Silva (PV), serviu para que a legenda discutisse com as suas bases a estratégia a ser adotada.
Para o presidente estadual do PV, Ivanilson Gomes, tanto João Jorge como Beth Wagner “são nomes importantes e cada um tem a sua história”. De acordo com ele, a definição só sairá no dia 19 de junho, quando as bases vão decidir o que é melhor para o projeto do partido nesse novo cenário político nacional.
De acordo com Ivanilson, a convenção vai definir ainda os candidatos da chapa proporcional e os candidatos da chapa majoritária. De acordo com ele, nos próximos dias os integrantes do PV vão decidir também quem vai participar como vice-governador na chapa de Bassuma. O nome mais cotado até o momento é o da empresária de comunicação na região de Barreiras, Tysila Balbino, filha do ex-deputado Ney Ferreira e neta do ex-governador Antônio Balbino.
Outro assunto que tem ocupado as discussões dentro do PV são as alianças. Até agora, o partido ainda não fechou com nenhuma outra legenda, mas segue conversando com os nanicos PHS e o PSL, além continuar aguardando uma posição do PPS, que pode ser obrigado a recuar do apoio já declarado à candidatura de Geddel Vieira Lima (PMDB) ao governo do Estado, conforme vem admitindo a direção nacional da legenda pós-socialista.

DEM questiona violência no estado

“Na semana passada, o governador Jaques Wagner se autopromoveu divulgando, numa coluna da IstoÉ, números de uma pesquisa sem registro no TRE, que lhe davam a vitória no primeiro turno da eleição. Agora ele precisa ler a última edição da IstoÉ para acordar para o grave problema da segurança pública em nosso estado”, recomendou o líder da oposição na Assembleia, deputado Heraldo Rocha (DEM).
Segundo ele, na reportagem “Cidade Amedrontada”, publicada na edição desta semana da revista nacional, são denunciados os altos índices de violência de Salvador, que aterrorizam a população e afugentam os turistas. “É lastimável que a nossa capital, mundialmente conhecida pelo seu povo alegre e pacífico, esteja ganhando esta imagem deletéria de local violento por causa da gestão incompetente de um governador que só sabe mesmo é fazer propaganda”, afirma o deputado.
OBRAS - Enquanto acompanha as críticas do DEM a sua gestão, o governador Jaques Wagner (PT) aproveita para viajar para o interior do estado. Nesse fim de semana, ele assinou a ordem de serviço para ampliação de abastecimento de água do município de Eunápolis, como parte do Programa Água para Todos. Na obra, serão investidos R$ 13,4 milhões, beneficiando aproximadamente 100 mil pessoas.
Após visitar as obras dos três conjuntos habitacionais que estão em fase adiantada e vão resultar em 1,5 mil unidades, Wagner ressaltou a necessidade dos gestores públicos acompanharem as obras. “Gosto de ver como as obras públicas estão sendo executadas. A obra pública só é bem executada se tiver o acompanhamento da prefeitura, do Estado e do Governo Federal”, reforça.
O governador também assinou um convênio para a ampliação do Hospital Regional de Eunápolis. Obras em infraestrutura também serão executadas na cidade pelo Estado. Ao Departamento de Infraestrutura de Transportes da Bahia (Derba) caberá a pavimentação, assentamento de meio-fio e iluminação do acesso à obra do presídio, e aos bairros Alegria, Vila Oliveira, Rosa Neto, Arisvaldo, Bela Vista, Tiago, entre outros. As melhorias para o tráfego urbano estão orçadas em R$ 2 milhões.

FONTE: Jornal Tribuna da Bahia